terça-feira, 2 de agosto de 2016

AGOSTO, MÊS MAGESTOSO

A história, desde o ponto de vista dos grupos mandantes, desde o império até nossos dias, o mês de agosto é tido como azarado, repleto de desgraças e fatos escabrosos. Pura superstição que justifica ações que vão contra o povo e a favor dos grupos mandantes.
Agosto é o mês dedicado ao imperador romano Augustus, cujo nome define a celebridade dessa personagem histórica do Império Romano em seu momento de glória.
Para mim o més de agosto, de que nasci em clima temperado, tem sido um mês agradável e produtivo; No clima temperado é o glorioso mês de férias coletivas e das escolas. Dias de festas, passeios, praia, A festa do padroeiro da minha paróquia, quando se reúne toda a família para festas, banquetes, bailes, prêmios municipais. Em o caso de Brasil, clima tropical é o retorno as aulas. Para mim que, sou professor e adoro minha profissão, se trata do retorno ao ensino e ao aprendizagem. Ninguém ensina se primeiro não apreende.
Sempre apreendi e muito com os muitos alunos que juntos programamos os temas a pesquisar e debater.
O mês de agosto é o aniversário de grandes amigos inventores, produtores e bem-feitores. alguns já estão fora do tempo. Outros, ainda vivemos nesse tempo e por ele empurrados.
Sim, sei que agosto teve o golpe de C. Lacerda e cia contra o Vargas e para seguir a tradição golpista dos grupos da ultra direita nesse mês de agosto se prepara o final trágico-cômico do golpe contra o partido dos trabalhadores, único partido político que saiu do povo e que tentou melhorar, no possível, um pouco esse povo marginalizado.
O mês de agosto é o fim do inverno, a volta do nova primavera, sempre em flores coloridas e generosas. Pena que as pessoas imitamos muito pouco os seres vivos da natureza, salvo os poetas e meninos.
Bem vindo esperançoso e magnífico mês de agosto. Coragem e esperança.  

segunda-feira, 18 de julho de 2016

PRATICAR A MISERICÓRDIA

A diocese de Sete Lagoas comemora nesses dias os 60 anos da ação evangelizadora entre os moradores da região. A novidade se concentra na palavra JUBILEU.
 O Papa Francisco estabeleceu o Ano do Jubileu da Misericórdia, dando o sentido à palavra Jubileu que na Bíblia tem o significado do perdão das dívidas que os cidadãos de Israel contraiam a cada 50 anos de trabalhos. A Igreja primitiva seguiu essa tradição de valores das comunidades de fé (Ac. 2.44-45. A cada 25 anos se proclamava o Jubileu para o perdão de toda dívida. Mais tarde, se ajuntou o perdão de todos os pecados, conseqüência da heresia maniqueísta que proclamava a presencia do bem e do mal. O Jubileu era tempo de indulgência e de perdão total dos pecados pessoais. Iniciou-se, assim, a conduta subjetiva, responsável da ação individual dos atos cometidos pessoalmente. Começava a perder-se o valor comunitário para entrar o valor subjetivo que acarrearia a maldita culpa e o supra valor das ações individuais competitivas, cuja consequência é a sociedade meritocrática e neurótica da atualidade.
 A palavra MISERICÓRDIA, expressa o valor de aceitar a miséria humana e elevar-la ao perdão, ou seja, ao retorno inicial do bem, presente na pessoa humana, feita a imagem de Deus ( Gn. 1.27; At. 3.16).
A alegria do anuncio do nascimento do Salvador, esperado, na cidade de David, proclamou: “gloria a Deus e paz aos homens a quem Deus tem misericórdia”. A misericórdia de Deus é experimentada pelos trabalhadores ( Lc. 2.10-14).
Os fieis, reunidos em casas, vivendo em harmonia, glorificavam a Deus e bebiam do cálice da Misericórdia em experiência comunitária ( Ac. 2.26-47).
 Comunidade e fé se atravessam uma com a outra, de tal maneira, que podemos dizer que nossa fé tem a comunidade como sua fundação e que a comunidade tem a fé como sua fundação.  
Foi para anunciar essa Boa Nova do Reino que eu e mais três jovens colegas chegamos nessa cidade de Sete Lagoas, a pedido dos bispos brasileiros com a missão de fundar e manter o primeiro seminário da diocese com o objetivo de preparar líderes formadores de comunidades de fé e ação evangelizadora.
 O tempo e os fatos acontecidos na sociedade americana e internacional e os anúncios do Concílio Vaticano II convenceram aos fieis de que o comportamento dos ministérios atingisse os próximos e usar de misericórdia como fez o bom samaritano ( Lc.10.36-37).
A sabedoria dos fatos do povo mostrava a necessidade de mudanças. Depois de debater, orar e refletir optou-se por continuar a missão de evangelizar nessa diocese, mediante atividades mais próximas da gente. Seguindo as orientações do Vaticano II optamos para trabalhar com os mais pobres e necessitados.
A diocese tinha somente 6 anos. Junto com Dom José iniciamos um trabalho com os moradores da cidade e da roça. Éramos bem recebidos pela gente que correspondia aos desejos de mudanças, ansiosos de escutar a mensagem da Boa Nova do Reino: acolher com misericórdia, repartindo bens  às comunidades. Esse acolhimento da mensagem evangélica iniciava um processo de renovação na sociedade conservadora, porém aos poucos, teve a reação das famílias tradicionais que se repartem o poder e, com o golpe militar do 64 e a delação de beatos das igrejas, reprimiram a renovação. A semente da ação da misericórdia está lançada.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

APREENDENDO COM O POVO

Estava no ponto central da cidade esperando a lotação para regressar a casa. Sentei no banco do ponto. Fiquei perto de uma senhora, mas deixando certo lugar para outros usuários. Uma jovem branca, aparentando uns 25 anos, senta-se entre a senhora e eu. A jovem e a senhora conversam  Logo a jovem branca me estende a mão esquerda com várias moedas na palma e me pede completar o valor da passagem. Tinha uma nota de dois reais e dei-a para a jovem mulher
 Até aqui todo usual. A novidade aconteceu quando a jovem mulher branca me encara e pede para eu adotar-la, afirmando que ela tomaria conta de mim muito bem. Confessou que seus pais já morreram e não deixaram nada para ela poder viver e morar. Pasmado olhei-a sério e nada disse. Chegou a lotação e subimos eu e a senhora. A jovem mulher branca ficou. A senhora sentou no fundo da lotação e olhando para mim dava um convidativo sorriso. Correspondi, mas sentei solzinho, bem na frente do ônibus.
 Adolescentes, jovens e mulheres se oferecerem aos homens, como meio de sobrevivência, é comum na nossa cidade. Por isso não é notícia que dá ibope. Tornou-se fato social e pronto. Esse fato tem uma causa. A causa desse comportamento em todo o mundo está na desigualdade social que fundamenta a sociedade capitalista, porque essa, ao contrário das outras, se estrutura a base do poder que hoje é dinheiro. O dinheiro, como toda mercadoria é um bem escasso, limitado e que pode acabar. O capitalismo colocou o dinheiro no centro da atividade social. Aquele que detém capital está investido de soberania, tornando-se o senhor, o dominador, o legislador, o patrão, o gerente o dono.
A desigualdade social causa a miséria que se vive hoje nas nossas cidades. Esta causa somente desaparecerá quando em conjunto se aplique a política distributiva e desapareça a desigualdade social.
  

  

quarta-feira, 6 de julho de 2016

ONIPOTENTE SISTEMA DE FICÇÕES

A guerra santa, a responsabilidade moral das empresas, o comércio justo, o marketing com causa, a transparência na política, a estética das plásticas, a orgia do esporte, e os reality show, a vídeo vigilância universal, a cultura do shopping, a cidade como parque temático, a copia global, a democracia importada e adaptada aos gostos de cada Estado e ou partido, a clonagem, a customização, produção personalizada, os vírus misteriosos ou o gen suicida, são fenômenos do capitalismo de ficção, dentro de uma esfera onde a representação mediática ganhou a batalha e o real se convalida pela realidade do espetáculo do ganho - perde.
Para essa mudança faz-se necessário, primeiro, converter ao cidadão em espectador e, segundo, vender as entradas a todo um planeta homogeneo, cada vez mais susceptível de ser tratado com um território sem choques, nem problemas., nem lixo. Tudo é reciclado. Estes espetáculos se dissolvem progressivamente no capitalismo de ficção tão irresistível como um gás e tão fatal como o impulso da natureza. Uma natureza que ingressou, desde o ecologismo empresarial, até os direitos humanos dos animais, na mesma música das simulações.
Um universo, por fim, onde se pode ser, ao mesmo tempo, destruidor e reconstruidor bélico, criminal e humanitário, operário e capitalista, católico e budista, homem e mulher. Tudo acontece sem que ninguém tenha interesse em estar vivo ou morto. Ou, incluso, se a de-função - morte possui sentido no meio da incessante função contínua, vinte quatro horas sobre vinte quatro horas, sete dias sobre sete dias, que inaugurou o onipotente sistema de ficções.
Hoje, por acaso, vi e ouvi um canal de televisão nacional que comentava a morte trágica de uma médica ao passar pelas vias Amarelas e Vermelhas, caminho da gloriosa Barra da Tijuca-Rio-.
Era lamentável ver o espetáculo dos assassinatos diários tratados como uma diversão, amarela, porém diversão. Mesmo sabendo que o fato da morte faz parte do movimento da vida, sempre foi tratada com certo respeito e mistéio sagrado, carregado de dor e esperança, mas jamais como uma diversão comercial como é tratada na atualidade. A vida é um sonho; um sonho é uma linguagem que carrega uma mensagem mítica, ignorada pelo sistema.




                

sábado, 25 de junho de 2016

DITADURA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios de comunicação que hoje incorporam grandes empresas de notícias mundiais, regionais e locais, como meio de entretenimento e de informações tem uma influência tão grande na mente das pessoas e, sobretudo do mercado, que passam a viver do modo que informa o meio de comunicação: rádio, jornal, revista, panfleto-fôlder- televisão, internet, celular e nas tecnologias cibernéticas a cada dia mais atrativas.
A maioria das pessoas comem, bebem, dormem, vestem, amam, caminham, se cuidam, trabalham ou não, moram, falam, viajam segundo os ditames policromáticos das mensagens transmitidas pelos meios de comunicação.
As pessoas que pensam por si mesmas e contestam algumas informações dadas pelos meios de comunicação,esses, imediatamente retrucam através dos poderosos sindicatos e associações de rádios, jornais e etc.que essas empresas fundaram para defenderem seus interesses e dos das organizações e nações.
Hoje os meios de comunicação repetem, ao vivo, o dogma da infabilidade. As notícias, informações, publicidade, promoções, campanhas da mídia são princípios indiscutíveis e indispensáveis para os moradores da “ aldeia global”.Quem não obedece é “ careta, atrasado, inculto, herege, marginal, terrorista, ridículo”. Está condenado pela sociedade moderna.
A moça que ajuda em casa quase todos os dias tem novidades extraordinárias e calamitosas que contar. Eu coloco meu ponto de vista sobre os assuntos que ela informa. A moça defende seus argumentos com a frase sagrada do dgma moderno: “ senhor eu vi na teve”! Ai eu fico calado, porque sei que a opinião da moça já está definida. A fidelidade da moça a noticia informativa impresiona.Sua convicção lha dá confiança e certa felicidade.
Assim como os dogmas da igreja caíram aos poucos, algo semelhante deve acontecer com o dogma moderno da mídia, pois, entre muitos sábios, como Humberto Eco, em sua última obra Número Zero, demonstra genialmente que a mídia mente grosseiramente. E observamos como na internet muitas pessoas responsáveis contestam as falsidades da mídia mercenárida da modernidade. E movimentos sociais começam a invadir e a ofender empresas de informação e até a jornalistas, como antigamente se ofendia e atacavam os padres. As pessoas, aos poucos, se tornam cidadãos reponsáveis que pensam por si mesmos.




: 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

BRASIL, SOB O JUGO DA LEI.

Urge refletir sobre o papel das leis na sociedade brasileira e até mundial, pois a ideia de que a lei é soberana domina o sistema, mantido pelos doutores da lei.
 Acontecimentos e fatos recentes manifestam, inequivocamente, que o Brasil se está tornando um estado governado por doutores da lei, amparados pelas instituições que fundamentam uma sociedade de classes, promovendo as desigualdades sociais e, que, ao mesmo tempo, favorece os mais poderosos e se condena, descaradamente a inocentes. De tal maneira que um clamor popular sobe aos céus:    “só acreditamos na justiça divina”!
A reflexão sobre o papel e significado real das leis durante o desenvolvimento da civilização se pode apoiar sobre argumentos tirados dos códigos clássicos, desde Hammurabi, greco-romanos, germânicos, napoleônicos e da ONU. Mas opto refletir sobre o comportamento,  ensinamentos e exemplos de vida de Jesus, o Mestre de Nazaré, por ser, sem dúvida, a referência mundial de todos os tempo em relação a verdade e a liberdade, defendida por sua vida e propagada generosa e corajosamente por todos os homens de fé do mundo inteiro que optam pela misericordia e não pela lei e seus sacrificios
Os Evangélicos sinópticos ( Mat. 12, 1-14; Mc. 2. 28 e 3. 3-5; Lc.6, 5-11) apresentam a Jesus indignado com os doutores da lei e fariseus, hipócricas que, com a lei na mão e na cabeça, optam por condenar pessoas enfermas, famintas  antes que faltar a lei que proíbe trabalhar aos sábados. Jesus “ olhando com indignação e contristado pela cegueria dos corações  dos doutores da lei disse-lhes :  o Filho do Homem é senhor do sábado”(Mc. 2. 28; 3, 5).
Jesus se refere ao filho do homem como senhor da lei. O senhor, em linguagem tradicional significa aquele que domina. Todo homem nascido é Filho do Homem. Essse homem é Jesus que, com sua morte e ressurreição comunica para sempre o senhorio dos bens materiais, culturais e espirituais ás pessoas de todos os tempos e épocas ( Gn.2, 15; Ac.2, 39; Rm. 3, 21-25) “ Agora manifestou-se sem lei a justiça de Deus, libertador em Jesus Cristo”.
O povo, mesmo não acreditando na lei dos homens e com todos os motivos, aumentados pelo que acontece hoje no estado dos doutores da lei que policizam a justiça de Deus.
Este comportamento social leva as pessoas a acreditar somente na justiça de Deus. Mas, por uma falsa educação religiosa, as pessoas esperam essa justiça, não nessa vida, mas na vida da eternidade. O povo, mal informado espera por uma justiça no outro mundo. Porém se os homens, filhos do Homem, não tem justiça na terra, tampouco a terão na eternidade, pois a eternidade, como todos os cientistas e teólogos atuais ensinam, juntamente com o Papa Francisco, está aqui com cada uma das pessoas. Deus e sua justiça se manifesta aqui e agora.
A população é sensível a esses ensinamentos evangélicos e sabe comunicar-se para instaurar a justiça divina entre os humanos. Justiça aqui na terra.
A hipocrecia dos doutores da lei que mandam nossa sociedade até apelam aos brasileiros, que pedem justiça para todos, que podem invocar e apelar até ao Papa. È a declaração fatal do cinismo desses doutores que se creem os donos do poder, somente, poque exploram o povo com seus salários de mais de R&. 200.000, 00 mês. Dinheiro tirado do povo.
O povo , na sua sabedoria, sabe esperar, com paciência, mas sabe reagir e resistir a tantos usurpadores do povo trabalhador e, na sua resistência, perseguir o objetivo da organização de uma sociedade em que a justiça seja fruto da união e da criatividade de todos os filhos do homem.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

FUTEBOL ARTE

Atualmente o futebol, em categorias de classe, domina a diversão popular das nações. .
Sou amante do futebol desde criança. Se tornou minha principal diversão. Vou ao campo ou assisto por teve ou internet. 
Por que sou amante do futebol?
O jogo de futebol, como todo jogo é arte e a arte diverte,  humaniza. É entretenimento!
O jogo do campeonato da Libertadores das quartas de final, ocorrido na quarta féria, dia 18 de maio 2016, no campo da Independência, em Belo Horizonte, mais que diversão foi um tormento. Penso que tanto o Atlético Mineiro como o São Paulo, tirando a emoção das torcidas, não mostraram a essência do jogo do futebol que é um bale de cada jogador e de cada equipe.
Um ato humano é arte quando se demonstra inteligência individual e de grupo, mostrando a habilidade pessoal e grupal. O vontade de ganhar é normal e essencial para todos os que competem. O bom do jogo é competir. Competir ajuda a superar-se e a galgar o primeiro lugar, a fama e honra. Objetivos normais, sempre que sejam honestos. Os que perdem, também se divertem, ainda que não conseguam o primeiro lugar. Divertimento é o primeiro objetivo,
O Atlético entrou, como toro no pasto, desembestado. Mesmo que precisava ganhar por  dois gols, tinha 90´para consegui-lo. O conseguiu com menos de 10´.Ótimo. Mas não teve equilíbrio emocional para administrar as 80´que faltavam. Demostrava impaciência. A bola era tratada como um estorvo. Errava passes, dava chutes ao alto, faltas a toa.
Por outra parte, o São Paulo, penso que jogo mal, mas teve mais calma para poder equilibrar o prejuízo da iliminação. Também teve muita desconexão. Quando, de novo, de bola parada marcou o gol que lhe dava vantagem, soube agrupar as especialidades e habilidades defensivas, mesmo errando muito e lhe valeu a classificação.
Penso que nem um, nem outro mereciam a classificação, pois jogaram sem inteligência, habilidade, nem projeto. Mas jogo é jogo. É imprevisível, por isso é diversão. Quanto a diversão é arte o prazer nunca falha.