quarta-feira, 8 de março de 2017

Versão 3.10.89 Pela-Sefaz--Receita Federal Atualize -Download da NF-e .404204 Data: 08/03/2017

TODAS EMPRESAS CREDENCIADAS NO AMBIENTE DE PRODUÇÃO DA SEFAZ/RECEITA FEDERAL.
Precisa Atualizadar NF-e Urgentemente pela Novas Norrmas da Receita, FISICA e JURÍDICA.
DATA: 08/03/2017

domingo, 5 de março de 2017

-_Nota Fiscal eletrônica, coordenada pelo Receita e desenvolvida em parceria com a Receita Federal do Brasil.

O Emissor NF-e é um software desenvolvido pelo ENCAT Faca Download Obrigatorio.Data: DATA
=-=Adotar o Novo Sistema Emissor de NF-e desenvolvido pela Federal, Atualize seu Sistema NF-e em Download.
HORA:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DOMÍNIO DAS IDEIAS

Em 1956 até 1960, junto com jovens idealistas de toda Europa fui a estudar ao Colégio Hispano Americano, no Campus universitário Complutense de Madri.
 Estes jovens idealistas havíamos respondido ao apelo angustioso do Papa Pio XII que exhortava aos jovens de Europa para irem trabalhar a América Latina para salvá-la das ideias do comunismo que propagava o ateismo, a abolição da propriedade privada. a igualdade entre as pessoas e a entrega do fruto do trabalho ao Estado. Esses eram os objetivos que agruparam muitos jovens, sedentos por fazer o bem a humanidade que corria o risco de perder a fé e a liberdade.
Espanha vivia a dura ditadura do Franco, apoiado pela ultra direita e a Igreja católica conservadora. A criação do Colégio Sacerdotal Hispano Americano no Campus da Complutense era obra conjunta do Estado Totalitário e a igreja católica europeia e americana, cuja sigla era OCSHA.
A formação dessa juventude idealista era uma educação conservadora e controladora. Porém a contradição apareceu. O  Colégio de Madri  era dirigido por professores experientes e cientistas que professavam uma educação libertadora em todas as manifestações e atitudes humanas. O colégio era como uma comunidade de amigos. Cada aluno tinha seu quarto e podia organizar sua vida e estudos ao seu belo prazer. As aulas eram um debate sobre temas de filosofia, religião, sociologia, linguas, música, política e muito esporte, praticado nos campos esportivos da imensa universidade nacional e internacional e muita literatura e teatro. Os alunos podíamos sair a cidade bem a vontade, dentro de horários normais. Bastava avisar ao supervisor que também era um colega escolhido. A grande surpresa era que as aulas de teologia não tratavam de dogmas, mas do estudo detalhado e cronológico dos libros sagrados de Bíblia. Se podia estudar em grupos. Nas provas escolares se podia usar os livros de texto. Nessa prática apreendi que usar os livros para responder as questões das provas escolares era mais difícil que responder de memória os textos estudados anteriormente. Com os textos na mão quem não tinha estudado não conseguia encontrar as respostas certas na hora da prova. O professor saia da aula e só voltava, ao fim da aula para recolher os trabalhos de examem. Os alunos jamais ficavam tão atarefados!
Os professores criavam grupos de alunos para os domingos optarem para irem a trabalhar nas favelas de Madri ou ficar no Colégio. Nesses grupos também entravam alunos e alunas de outras faculdades da universidade e de bairros. Esses grupos engajados com a realidade participavam dos protestos constantes contra normas, comportamentos, perseguições e assassinatos do regime franquista. Geralmente quando havia manifestações participávamos e corríamos para fugir dos cascos do cavalos dos brutos soldados do regime. Colegas eram presos e mortos.

Estes grupos seguiam os movimentos revolucionários do planeta, dividido entre capitalistas e comunistas. Atualmente domina o grupo capitalista fundamentalista contra outros grupos fundamentalistas religiosos.

sábado, 3 de dezembro de 2016

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domingo, 20 de novembro de 2016

OPRESSÃO DAS INSTITUIÇÕES

 Toda manhã ao abrir a janela do quarto, observo, admirado, dois , tres, um pássaros possados ao alto das folhagens dos galhos das árvores que, ainda, embelecem a cidade. Calmos, parece que olham por todos partes das paisagens da panorama da bela existência dos seres. Pulam de galho em galho. Parece que brincam. Espicham as assas e, suavemente se bicam uns aos outros, tranquilos e ausentes das pessoas e motores que correm nas ruas barulhentas da cidade. Voam por breve tempo e possam em outras árvores das rua, jardins ou quintais das casas do bairro. É da dança da vida livre de quem pode.
O pássaro voa e voa,mas precisa do ar, das árvores para descansar, pensar e brincar. Belo espetáculo matinal da vida natural.
A dependência dos pássaros e as árvores para seu bom e bem viver me levou a sentir a dependência que na atualidade existe entre os indivíduos e as instituições da sociedade. Me explico: Depois de uma longa viagem e, depois do almoço, estava dormindo minha costumeira siesta. Subitamente me acorda o estridente apito do interfone. Atrapalhado atendo. Era o correio que me entregava uma carta convocatória para a Assembleia Ordinária de uma empresa da qual sou diretor titular, desde os anos de universidade. Sinceramente amaldiçoei os correios e a empresa que me convocava. Tiraram meu belo e necessário sono revigorante.
Mais uma vez observo que os animais são mais livres que os homens. Nunca ouvi os pássaros xingar o ar ou as árvores. Nem o ar e as árvores xingar os pássaros. Se estabelece, entre eles, uma tácita relação natural, livre, equilibrada, pacífica, despreocupada, porém produtiva na criação dos filhotes e no encantamento dos demais seres da natureza.

Experimento que os homens, os seres tidos como inteligentes que vivemos em família, grupos e comunidades humanas, que formam a grande sociedade, tem uma relação natural, sim, porém percebemos que o peso de uma relação formal, condicionada e imposta pelos pais e hierarquias tanto nos grupos como na comunidade local, regional, nacional e internacional. Os humanos dotados de inteligência dizem que essa relação e cultural, entendendo por cultural os costumes que vem de bem longe de nosso tempo atual. Essa relação cultural vem repleta de teorias cada dia mais complicadas para as pessoas de a pé. Agora os cidadãos vivem oprimidos pelos instituições que são os que impõem seu peso dominador sobre os indivíduos nascidos livres.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

MEU JULGAMENTO POLÍTICO


Sem querer comparar-me a tantas personalidades históricas julgadas e condenadas injustamente , mas para entender melhor que a justiça humana, normalmente é falha, vou contar meu julgamento político, durante os primeiros meses da ditadura militar e grupos conservadores da direita ( 1964).
Depois de ter sido preso durante cinco dias no quartel militar de Juiz de Fora, acusado de socialista por cidadãos da cidade, fui julgado no DI4, em Belo Horizonte. Os juízes eram militares de patente, presididos por um coronel que fazia as perguntas com a seriedade e gracejos de quem acha que é infalível, porque tem o poder sobre vida e morte dos pobres idealistas.
A pergunta que mostra o teatro ridículo dos julgamentos foi a seguinte:
- Por que o senhor mexeu em política?
Respondi com toda educação e tranqüilidade. - Senhor coronel, eu trabalhei dando aulas de filosofia, religião e economia. Ademais organizei o grupo de jovens Gente Nova, juntamente com o informativo semanal noticiando fatos ocorridos na cidade e na região. Também, junto com líderes camponeses, fundamos sindicatos de camponeses e organizamos o movimento de empregadas que exerciam sua função sem nenhuma garantia trabalhista. Meu senhor, isso era, em resumo, o meu trabalho. Foi para isso que fui convidado e pago pela diocese para estar e trabalhar na região.
Pois veja, insistia o senhor coronel. – Tenho aqui nas minhas mãos uma carta do seu pai que, dias atrás, o aconselhava a não mexer com política.
 Enfaticamente prosseguia .- Escute o que escreve seu pai. Filho, lembra o que se passou na ditadura de Franco em que todos os que faziam política de esquerda eram presos e mortos. Filho, tem juízo!
Ai, eu, irônico e com emoção, fingida, replico ao justiceiro coronel. - Senhor coronel, não sabe a alegria que o senhor me dá ao afirmar que tem uma carta do meu pai. Mas que felicidade poder receber uma carta do meu querido pai! Me mostre essa carta, meu bom coronel. Quero tocá-la em minhas mãos. Mais que emoção! Sabe porque, senhor coronel? Imagine, meu querido pai faleceu quando eu tinha dois anos, em 1935. Que milagre receber, agora, uma carta dele. Por favor, quero guardá-la...
O coronel olhou seriamente para os outros doutores da lei. Dos seus olhos saiam faíscas.
Eu rindo lhe disse.- Senhor coronel, todas as acusações que o senhor recebeu sobre mim e colegas são falsas, como a carta de meu querido pai que jamais tive a sorte de conhecer.
Eis mais um fato real de como são os julgamentos dos humanos. “ Não vejo motivo nenhum de condenação”. “ Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque.  deles é o Reino dos Céus”( Lc, 5, 10)
A história sempre lhes agradecerá o ideal da liberdade.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PROCESSO DEMOCRÁTICO

Numa democracia representativa o ato de votar livre é um processo importante do regime democrático, mas não o único, nem o mais importante. Pela minha experiência e pelos estudos, estou convencido de que a democracia é um conjunto de elementos interligados e complementares. Os partidos políticos, representativos dos desejos e interesses dos membros de comunidades sociais, são a base da democracia. É no partido que se formam seus afiliados, conscientes de que somente, como partido, podem ter oportunidade real de serem ouvidos e poderem decidir nos diversos governos municipais, estaduais e federais. Sem partidos ativos, conscientes e representativos dos grupos nacionais, fica muito difícil o funcionamento normal do regime democrático. As idéias presentes nas mentes dos indivíduos que se afiliam livremente ao partido poderão competir livremente para poder formar governo, juntamente com os outros partidos que tenham o mesmo formato, mesmo que as idéias sejam e devam ser diferentes. As deferências constroem a beleza social e pessoal de uma comunidade de Estado de Direito. O respeito as idéias dos outros fundamenta uma convivência pacífica e progressista entre todos os partidos.
O voto se torna o ato responsável e livre para o cidadão poder colocar o partido perto do governo ou dentro do governo e assim poder decidir nos atos normais e formais do governo.
Os partidos políticos respondem sempre as idéias afins dos cidadãos que configuram o partido que mais se adapta ao modo de ser de cada cidadão. Somente assim é possível a formação de uma sociedade livre, pacífica e próspera.
Uma sociedade, como a nossa, com partidos de conveniência,  ou pior, partidos de aluguel ou mesmo, partidos de grupos corporativos, fica muito complicado viver democraticamente.
Sei que o resultado das eleições municipais de 02 O. sacudiram partidos importantes e que os grupos dominantes da política e da economia do país continuarão articulando e confabulando, conforme interesses. Porque esses partidos representam interesses privados e de grupos hegemônicos, que não respeitam as idéias e as diferenças dos contrários, a nossa sociedade seguirá na turbulência. Entendo que vencedores e vencidos pouco contribuirão para uma comunidade democrática, pacífica e, livremente produtiva.