É fato experimentado por muitos, Quem muito lê, muito escreve. O pintor Pablo Picasso disse:
Eu não busco, encontro".
Saber ler os fenòmenos e objetos da vida real significa encontrar esses fenômenos e essas coisas reais.
Saber ler a realidade da vida tem que saber olhar profundamente a vida que passa ao redor da gente a cada instante e de modos diferentes.
Ler livros significa penetrar na vida real descrita e presenteada pelos escritores. Os escritores retratam o que observam da realidade que eles percebem e transformam. Por isso quem observa a vida e quem lê livros sabe comunicar o que observa e o que leu de modo gostoso e belo.
Os amantes dos livros homenegeam o livro no dia 23 de abril, dia da morte de Miguel Cervantes.
Sempre serão os livros os que continuam a sabedoria na sociedade e na história universal .
sábado, 21 de abril de 2012
DIA DO LIVRO , 23 DE ABRIL
FASCINIO
A família acabara de se mudar
Deixaram o novo
armário branco.
Após dias, a
porta do presenteado armário abro.
Vislumbro o solitário livro, emitindo
a luz solar
Da sabedoria secular guardada no texto
elaborado
Pesquisado, debatido, aprovado e publicado.
Com os olhos da mente as trezentas
páginas releio
E vejo vidas, fatos e poemas desfilar.
O livro, mesmo abandonado, será admirado.
Alguém, um
dia o encontra, se enamora,fica fascinado.
INTERESSE
DIANA ouviu atenta, o relato - poema do
Professor atordoado:
- Professor, por que será que se abandona um livro?
- Diana, você já conhece o refrão: “um fato
vale mais que mil palavras, O fato impensado e inesperado do abandono do livro,
no armário mostra a realidade do estado da formação cultural das pessoas da
comunidade da cidade. A família que abandonou o livro é composta por jovens e
adultos, hoje todos trabalhadores de empresas. Estão alfabetizados. Têm formação escolar do
ensino médio completo, feito em escolas públicas da cidade. Os pais ficavam bravos
se os filhos faltavam às aulas e demonstravam desinteresse pelos estudos. Mesmo
assim, pais e filhos esqueceram o livro. Outros bens que possuíam não foram
esquecidos.
Diana se esforça por entender o
descaso aos livros e insiste sobre o assunto.
Nesse instante entra na conversa o
vizinho Frederico que estava acompanhando o diálogo e se prontifica a
esclarecer as dúvidas da Diana sobre a desvalorização dos livros. – Para mim o motivo do pouco interesse pelos
livros se relaciona a família e ao Estado.
- Por favor, Fredy seja claro, se possível.
- Observa Diana que a família
somente esquece o livro. O resto vai. O
livro e o bem que ele representa, mesmo sendo um presente, não se encaixa no
interesse individual, nem no coletivo familiar. Diana, ninguém pode obrigar a
amar. O amor é um estado individual de opção por algo ou alguém. Você concorda
Diana? – Evidente responde.
- Lembra que a educação é dever da família e do Estado,
conforme a atual Constituição Federal e a Lei 9394/96., Art. 2º. Vemos neste
fato que a família desconhece a leitura prazerosa de livros, revistas e jornais
de formação e divertimento.
A Diana fica pensativa e se dirigindo ao Professor que trouxe
o fato do abandono dos livros conta:
- Professor, se a educação dos membros da cidade, também é
dever o Estado será que a escola
pública, de fato, também desvaloriza os
livros e sua leitura?
O Professor e o Frederico com um significativo sorriso algo
sarcástico respondem ao um mesmo tempo:
- Querida Diana você já visitou as bibliotecas das escolas
públicas e particulares da cidade?
- Sim contesta Diana!
Ela mesma completa a
notícia.
- Realmente os exemplares existentes nas bibliotecas das
escolas, além de serem poucos, são obras de textos de matérias escolares.
Contos infantis que se repetem em todas as bibliotecas. Algumas mesas, rodeadas
de cadeiras que sempre estão sem alunos e a bibliotecária funcional que fica
mais ausente que presente.
- Bravo, Diana, replicam os presentes. De fato, o Estado está
ausente de dever de educar os membros da cidade. A leitura de livros, revistas
e informativos sérios de formação e diversão, acompanhadas de livre
interpretação são à base da educação e formação permanente, de fato.
O estarrecido Professor completa as idéias da Diana:
- A inteligência, amigos, é um dom natural concedido generosamente a todos
os nascidos. A leitura de livros, revistas e informativos aumenta a
potencialidade criativa da mente humana A sabedoria natural das pessoas se
completa e aumentam com as leituras das publicações dos livros escritos desde
os rabiscos simbólicos nas rochas das cavernas até o romance Solta os cachorros da mineira Adélia
Prado.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
BRASIL INCOMPLETO, CLARO!
Acabo de ler um texto do famoso jornalista Juan Arias, sobre o que falta ao Brasil para ser o Brasil que se espera mundialmente.O autor mostra um amplo conhecimento dos problemas estruturais de base que sofre o país, desde há séculos e que não consegue resolver.
Imitar Europa, China é a solução que o jornalista aconselha.
Lhe respondi com o refrão de Cervante em Dom Quixote: " de lo dicho a lo hecho hay um gran trecho".
Se Brasil imita esses países que triunfam no sistema, que será do Brasil dentro de dez anos? Europa se cai de podre. China já diminui o PIB e aumentam problemas sociais.
Insisto em que para o Brasil ser livre e independente deve deixar de imitar os outros e re-inventar métodos novos e adaptados aos bens que o Brasil tem de sobra, mas que não sabemos aproveitar. Só vender aos outros.
Produzir e vender , sim. Mas fazer crescer a população com uma educação libertadora, proclamada por Paulo Freire que tantos falam e poucos praticam. O sistema com seu poder de representar teatro lindo engana a todos e ainda aplaudimos.
O Brasil urge ser Brasil igual o pau brasil que encantou o ploaneta.
Imitar Europa, China é a solução que o jornalista aconselha.
Lhe respondi com o refrão de Cervante em Dom Quixote: " de lo dicho a lo hecho hay um gran trecho".
Se Brasil imita esses países que triunfam no sistema, que será do Brasil dentro de dez anos? Europa se cai de podre. China já diminui o PIB e aumentam problemas sociais.
Insisto em que para o Brasil ser livre e independente deve deixar de imitar os outros e re-inventar métodos novos e adaptados aos bens que o Brasil tem de sobra, mas que não sabemos aproveitar. Só vender aos outros.
Produzir e vender , sim. Mas fazer crescer a população com uma educação libertadora, proclamada por Paulo Freire que tantos falam e poucos praticam. O sistema com seu poder de representar teatro lindo engana a todos e ainda aplaudimos.
O Brasil urge ser Brasil igual o pau brasil que encantou o ploaneta.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
AS MULTIDÕES DA PÁSCOA
OS MORADORES das
capitais dos estados do Planeta vivem a euforia do resplendor plenamente experimentado
nos longínquos dias do fato cultural da Páscoa da Ressurreição de Jesus. Fato
da fé popular ante a feliz surpresa de que o Cristo amado e seguido pelas
multidões tinha regressado à vida logo, depois de ter sido morto pelos
governantes e elites poderosas da Judéia.
Como
todo fato histórico popular a Páscoa da Ressurreição do Cristo se comemora, há
séculos, em todas as partes da terra sob diversos aspectos e crenças, vindas da
tradição que fundamenta uma das três maiores religiões seguida por multidões de
todos os tempos e épocas, apesar de suas muitas variações por parte de
interesses de grupos políticos poderosos, desde os tempos do Imperador
Constantino, no século III, depois do Cristo, até Felipe Calderón e o Raul
Castro, respectivamente Presidentes
atuais do México e de Cuba, na visita
recente do Papa Bento XVI.
TRATA-SE de uma euforia ante a certeza e a necessidade
de viver a plena liberdade que tanto custa experimentar nesses últimos tempos
de graves crises econômicas e sociais provocadas em quase todos os países que
integram o mercado econômico capitalista.
Como será
possível viver a plena liberdade da alma se a cada seis segundos morrem
milhares de crianças de doenças provocadas por desnutrição crônica e que se
pode evitar?
Como se pode
viver a alegria da ressurreição, essência do cristianismo, se países cristãos
fabricam e vendem armas no valor mensal de 1.666 milhões de dólares?
Com se pode
sentir a qualidade da vida do bem-estar social se estados cristãos da Europa
desprezam solenemente o valor do trabalhador, pedra fundamental do bem-estar?
SE CONSTATA,
agora, que a resposta a essas perguntas se dá na indignação geral das multidões
das capitais da Espanha, da Europa e outros países que se manifestam em greves
gerais pedindo pacifica, porém fortemente, mudanças radicais no modo de fazer
política. Jovens, famílias, profissionais, educadores e até militares exigem
uma passagem urgente da picaretagem para a dedicação responsável ao serviço
público.
SEM DÚVIDA que
esse movimento universal é o desejo vivo de conseguir a liberdade da
ressurreição que somente o comportamento cristão autêntico é capaz de
proporcionar. As multidões indignadas demandam urgentemente pessoas honestas
como Jesus de Nazaré, pessoas que respeitam as necessidades, desejos e
interesses das populações, pessoas que saibam nivelar as classes e as
diferenças, provocadas por injustiças injustificadas como as que vemos
diariamente entre os governantes, onde impera a desigualdade salarial exorbitante
entre o valor salarial dum vereador, juiz, militar, médico, etc, e o valor aviltado
de uma enfermeira, uma empregada, um operário, um jovem, uma operária, etc.
AS GREVES
contemporâneas manifestam a vontade e a necessidade de realizar a passagem de
políticos corporativos, sem visão de bem comum, para políticos escolhidos pelos
moradores e que provam serem líderes responsáveis e honestos no serviço às
necessidades da população e aos desejos comunitários de uma cidade mais humana
e habitável e na gerência dos bens dos municípios que, sem dúvida, são
suficientes para conseguir a liberdade de uma vida de qualidade para todos.
Essa passagem ou essa páscoa somente será possível, se mudam as pessoas dos
políticos. Colocar os caras das famílias e grupos mandantes hereditários, pouco
se mudará. As multidões exigem mudanças radicais. Os frutos da árvore mudam
quando se muda a raiz da árvore, do contrário os frutos jamais serão saborosos
e saudáveis para todos.
Está mais que na
hora de que a Páscoa, fundamento do cristianismo, seja uma realidade palpável e
não somente uns ritos ou cerimoniais que jamais levam a nada a não ser a uma
frustração geral. Está mais que na hora que as religiões se dediquem às
populações de modo concreto, real e benfazejo. Está mais que na hora de que a
Páscoa assuma seu conteúdo que é alegria, liberdade e bem-estar e que se
dedique menos ao culto do sofrimento, das penas e das culpas que transmitem o
medo que domina a população crente mediante idéias defendidas pelos que vivem o
bem- bom dos bens da vida. Ou se mudam os políticos conservadores ou esta
Páscoa mais uma vez será somente para ver e, talvez, morder ovos de chocolate
que são gostosos, de fato, mas que seriam mais gostosos se forem para todos. O
para todos somente acontecerá cambiando, de vez, pelo voto, os politiqueiros
sustentados pelos grupos mandantes.
A Páscoa é para
todos. Para os governantes e para os governados.
Diariamente
vemos as notícias de que as multidões do Planeta Terra, aglutinados nas praças
das capitais solicitam viver plenamente a Passagem do sofrimento injusto para a
alegria plena da Páscoa da Ressurreição.
Depende de nós. O Cristo está conosco.
O CONHECIMENTO e
o esforço do Cristo histórico junto ao conhecimento e a coragem, cada vez mais
presente na população, atravessará o deserto estéril do mercado de consumo para
respirar, comer e dançar na fertilidade da terra da gente.
terça-feira, 27 de março de 2012
CONVERSA ABERTA
Conversa aberta
Oh gênio José Saramago, obrigado milhares de vezes pela descrição tão
realista da situação da presente sociedade democrática ocidental e, de rebote,
da outras sociedades desse nosso aflito
Planeta Azul, partícula do equilíbrio do universo flutuante.
Mestre, a arte emergente do romance Ensaio sobre a cegueira e Ensaio sobre a
lucidez resultam a mais visível e palpável visão dos efeitos do regime
democrático, retirado das arcas poeirentas da história grega e trasladado pela
fortalecida burguesia do século XVIII às novas nações da Europa e dos continentes
americanos em rebelião contra regimes antigos de governar as jovens nações,
ainda em desenvolvimento.
O que tem a ver a velha cultura grega
com as novas nações que hoje marcam a história universal?
Doutor Saramago, como vê peguei
emprestado o título desse artigo A Casta Democrática, porque convivendo numa
comunidade organizada institucionalmente como democrática sua frase retrata de
modo legal o estado de uma cidade administrada, poder-se-ia- dizer, dentro da
igualdade, liberdade e fraternidade, princípios da democracia desejada.
Mestre Saramago, nos seus dois
romances que analisam a sociedade moderna falar de casta democrática parece uma
contradição, pois casta é uma palavra que se refere à raça, a linhagem, a uma
classe, a uma religião. É uma palavra que conota divisão entre pessoas de uma
comunidade. Pior ainda, Mestre, perceber castas ou classes dentro de um regime
democrático resulta difícil de engolir.
Oh, amado e
fervoroso leitor, você não caiu no conto de que estou sendo bastante gozador
frente à sociedade que se define legalmente democrática, mas que os membros que
convivem entre si, se comportam de modo contrário a uma sociedade igualitária,
fraterna e livre?
Devoto
leitor, presta atenção a narração dos romances e observará que a lei somente serve
pra encher papeis, mas que o que vale é a força do mais poderoso.
No Ensaio
sobre a cegueira são as autoridades, apoiadas pelos militares que colocam em
quarentena os primeiros cegos que aparecem na cidade a fim de não contagiar os
demais moradores. As autoridades vêm à cegueira como epidemia que contagia a
população como um todo, como realmente acontece com a democracia que faz que os
habitantes se convençam de que são livres para qualquer ação pessoal e
comunitária. Mas a realidade social os encerra nos hospitais, manicômios e
cadeias mil, vigiados pelos militares que também foram contagiados pela
epidemia da cegueira, mas conservam e usam as armas fatais para coibir os
cidadãos cegos. Esses, amigo leitor, formaram varias castas de marginais que
serão explorados pelos cegos mais expertos. Quando os cegos oprimidos não
possuem mais bens para pagar impostos aos poderosos, vem-se forçados a entregar
os poucos bens que tiraram de suas casas, agora, fechadas, invadidas ou
arrombadas.Agora a casta dos expertos até obrigam a classe despossuída a
oferecer suas mulheres e namoradas para serem estupradas pelas castas
dominantes. A única mulher que não cegou liberará violentamente essa vergonha e
opressão. Uma mulher!!!
Mestre,
Saramago, Nobel de Literatura, pelo que
posso perceber a epidemia democrática
cegou os moradores das cidades e são explorados como os escravos da
sociedade que inventou a democracia que hoje invadiu as nações, cuja cegueira
não pode ver que as crises financeiras, desemprego e miséria atual são
conseqüências das castas dominantes que imperam nas nações visando seus
interesses somente,
Prezado leitor, essa é a mensagem que pretendi
passar aos meus leitores, mesmo, assim, a cegueira democrática segue
coexistindo, apesar de estar em quarentena mundial.
Querido
leitor, você poderá ler no romance Ensaio sobre a lucidez que uma vez que os cegos
recobram a vista e as autoridades convocam eleições gerais 80% dos eleitores da capital votam em
branco. Os políticos, os militares e polícias
começam a perseguir os eleitores para descobrir a conspiração popular dum pais que
se quer libertar da cegueira dum regime opressor.
Obrigado
Mestre José Saramago pela possibilidade de enxergar a realidade da sociedade
atual em que estamos vivendo e morrendo, mais morrendo que vivendo. Obrigado,
porque o voto em branco significa que a população iniciou um movimento popular
para mudar radicalmente o modo de governar da atualidade
domingo, 18 de março de 2012
CRITICA
Critica
Para ser criativos é necessário fazer algo novo e diferente de tudo o que
já existe. Somente se cria e se é diferente quando se critica. Criar é ser
artista. Uma obra de arte reclama outra obra de arte. Copiar não é arte. É
repetir o que foi produzido por outrem.
Que se entende por critica?
Jamais é fofocar de pessoas ou coisas,
conforme se pensa comumente. Não!
A função
básica da família, dos centros escolares, dos centros de excelência de estudos
e pesquisa, das igrejas, assim como dos meios de informação: livros, revistas,
jornais, rádios, TVs, teatros, cursos, debates é orientar com o objetivo de
ensinar a fazer crítica que libere as pessoas do controle mordas das idéias dos
outros e de ser capaz de realizar o autocontrole. Hoje, tarefa difícil mesmo.
As escolas e informativos de hoje, em geral, pouco colaboram para a crítica.
Lamentavelmente as instituições, em geral, são mercenárias a serviços dos
grupos mandantes que marcam o ritmo do comportamento da sociedade de consumo.
Ai radica o mal-estar social atual. Importa a entidade, não o ser humano.
Sabemos que
o homem ao trabalhar pensa e age simultaneamente. Do contrário nada produziria.
O homem se controla quando age confrontando o pensamento dele com as obras que
realiza. O hábito de confrontar e comparar são hábitos de criticar. A
autocrítica é perceber a qualidade do trabalho que é elaborado pelo homem. É a
capacidade que o homem tem de observar o que se afina nos planos idealizados. É
ver a complexa verdade das coisas e dos fatos que ocorrem diariamente. É
penetrar na essência dos fenômenos. Jamais existiu no homem melhor controle que
a autocrítica objetiva. O homem capaz de controlar=se a si mesmo é homem livre,
aberto, confiável, criativo. Diferente.
Criticar é ser capaz de reconhecer virtudes e fracassos. Virtudes
e êxitos servem para confirmar que o NATURAL é material e que o homem e a
mulher são real e verdadeiramente criadores. Ninguém pode arrancar das pessoas
a possibilidade e a probabilidade de serem virtuosas e defeituosas. Quem nega
essa probabilidade nega, também que o homem seja criador e o condena a ser um
constante repetidor estático e mecânico. Um papagaio em pau sujo. Um caso
ocorrido numa reunião de moradores duma rua de bairro da cidade pode colaborar
a entender o que seja crítica libertadora. Na reunião se discutia e, logo se
votava, se os vizinhos da rua que não freqüentassem mensalmente as reuniões do
grupo, deveriam ser excluídos das festas que o grupo promove durante o ano. A
maioria votou a exclusão dos ausentes.
Por qué?
É a prova da
mentalidade de exclusão social que foi-nos ensinada na escola, família, igrejas. Veja. Quem não tiver 75% de freqüência na
escola, reprovado. Filho que atrasa no almoço, castigado. Desquitado, não comunga
na missa. Menino, idoso, mulher, pobre, preto, não dão palpites em debates
sérios.. Qualquer exclusão dum indivíduo não é humana. O humano é relação. O
social e comunitário somente pode existir nas relações. Nem o amor é possível
sem relação com os outros. Ante esses pensamentos postos por vários presentes
na reunião houve uma solução mais relacionada e, por isso, mais humana. O
excluído das festas fica na responsabilidade pessoal do mesmo. O grupo cresceu
ao abrir-se à relação com os outros.
A História
sempre mostra um fato emblemático de crítica ante um fato crítico. Os judeus ao
pegar uma mulher em adultério a lei mandava apedrejar até a morte. Jesus fez um
ato crítico corajoso. O Mestre disse:
- Quem
estiver sem defeito pode tirar a primeira pedra.
Todos saíram devagar, começando pelos
mais velhos. Eis um ato crítico libertador, corajoso, cuja beleza perpassa os
tempos.
O dois fatos descritos ilustram o
conceito da palavra crítica comentada no início. Os acontecimentos históricos
cooperam muito mais ao entendimento do conceito de crítica como atividade humana essencial que jamais
pode ser confundida por fofoca ou caricatura.
Mostrou-se que crítica é ter idéias próprias,
originais, criativas e feitas produtos belos, bons e permanentes.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A CULTURA É PERMANENTE
A
cultura significa as respostas coletivas dum povo que, sob diversas formas,
manifesta o modo de pensar, de agir e de ser criativo, conforme os desafios da
natureza e a aceitação coletiva as respostas dadas.
Quando atividades ditas culturais pertencem a indivíduos ou grupos fechados e não se integram, de fato, à população da cidade jamais serão cultura. Seria muito mais um ato cultual.
O culto narcisista de indivíduos e de grupos que agem soberanamente sobre a população promovendo ações ditas culturais, dentro da mesma cultura popular permanente, os interesses são somente personalistas. A cultura é caricatura.
O sistema econômica de hoje conseguiu, por interesses, dividir a cultura entre cultura erudita, burguesa e o folclore, a verdadeira cultura popular. Toda divisão é feita para confundir e confunde mesmo.
A cultura é a resposta coletiva do povo aos muitos desafios da natureza física e mental.
Quando será que os movimentos culturais se unirão, de fato, para juntamente com os dirigentes municiapais desenvolverem permanentemente a cultura e, com ela, o desenvolvimento?
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