domingo, 19 de outubro de 2014

A CAÇA ÀS BRUXAS


Os dos dois princípios que sustentam a burguesia do sistema econômico, político e cultural atual, sem dúvida, podemos declarar que, a raiz do poder da sociedade contemporânea, se fundamenta no gênero feminino.Eis uma prova essa afirmação história. 
 Os debates políticos entre um candidato masculino e uma candidata feminina, conforme declaram e publicam ostensivamente todos os informativos, se resumem na caça às bruxas.
A caça às bruxas é um folclore atávico da expansão e manutenção do medo a mulher, porém, diplomaticamente, transformada em bruxa, mulher má, feia que persegue, atormenta, esconde e até mata crianças, pessoas e famílias. A cultura de ocidente fomenta essa mentalidade no folclore das festividades do dia do halloween.  Não é por acaso que esse costume se origine na cultura dos países capitalistas e que difundem pelo mundo inteiro.
No capitalismo, em geral o poder se centra na figura do homem, do machista que manda, comanda, castiga e até mata, sobretudo mulheres. Nas empresas sobressai a figura do patrão e do gerente que usa a inteligência e a força da mulher como mão-de-obra barata e como objeto fácil de prazer.
Nessas eleições, deliberadamente, a elite brasileira bate moralmente a candidata mulher, com o cinismo e hipocrisia que a caracterizam.

O poder da mulher é tanto que os caçadores de bruxas, no desprezo, as jogam no esgoto da cultura como prostitutas e vagamundas, mas, assim mesmo, o nosso imortal Guimarães Rosa, conhecendo a realidade social e o poder da mulher, em sua obra Grande Sertão: Veredas mostra as virtudes das mulheres e sua força para atrair os homens aos seus pés. “Então,Nhorinhá, se ela não tinha valia, como é que era de tantos homens?”( Rosa, 1986:458)

A prostituta Nhorinhá, nessa passagem, como em todas as outras, sempre é exposta como uma mulher que tem valor, uma mulher que marca, uma mulher que mostra qualidades que cativam e realizam os homens satisfazendo as necessidades biológicas, psíquicas, afetivas e místicas.
Historicamente a pessoa feminina completa a pessoa humana. A burguesia atual demoniza a mulher, porque dela vem o poder social, humano e gozoso da sociedade livre.



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